"Desde 1999 unindo cultura, história e gastronomia"
Localizado onde boa parte da história de Florianópolis se desenhou. Aos pés da ponte Hercílio Luz, maior cartão postal da cidade. No mesmo lugar onde funcionou por muitos anos o Estaleiro Arataca, empresa naval da família Carl Hoepcke. A única edificação que ocupava a área era o Forte Sant’ana, construído em 1763 por determinação do então ministro Marquês de Pombal para defender a Vila de Nossa Senhora do Desterro (hoje Florianópolis). No entanto essa pequena enseada já abrilhantava os olhos daqueles que por aqui puderam ter o privilégio de passar.
Virgílio Várzea demonstra em sua obra “Santa Catarina – A Ilha” publicada em 1900 o significado desse local para as pessoas que por aqui passavam, que na época em sua maioria eram marujos que perambulavam por todo o mundo em aventuras marítimas.
"Entre a ponta da Rita Maria e a do Estreito, onde se acha o Forte Sant’ana, existe a prainha da Arataca, de 200 metros de extensão mais ou menos, talhada de forma de alfanje e pautando, com a sua barra de areias claras, a verde colina tapizada de grama que se eleva pouco a pouco até o morro do cemitério. É um sítio quase desabitado, mas de uma disposição geológica tão caprichosa e artística, assim encravado como está nesse sopé recurvo de outeiro, no agrupamento pitoresco de rochas que o fecham pelo sul e a placidez espelhada de suas águas, que dir-se-ia nele pairar como a espiritualidade de um desses recolhimentos marinho onde uma inexplicável poesia misteriosa, nascida da própria solidão e do vago, empresta as coisas um aspecto e uma expressão ideal.
Esse encanto da Arataca prende, sobretudo aos marujos; e disso tivemos uma prova inequívoca, quando, uma vez, já há anos, no Desterro, referindo-nos à beleza natural da Arataca, ouvimos ao ilustre almirante Saldanha da Gama, as seguintes espontâneas e expressivas palavras: “Não sei que simpatia me arrebata por essa pequena praia. Tenho já viajado por grande parte do globo, mas é ali que desejo acabar os meus dias. E para ali virei viver, certamente, apenas me reformar. Para mim não há outro lugar, em todo mundo, mais propício à meditação e ao repouso de um homem encanecido na labuta do mar…”
Virgílio Várzea, em sua obra “Santa Catarina – A Ilha” em 1900
Conheça nosso livro
"Dedico esta obra a Florianópolis, como forma de agradecimento, pela acolhida ao meu marido argentino Juan Carlos Pizzaneli, a mim e aos nossos filhos, Que este relato sirva para conhecimento dos florianopolitanos, visitantes e para nova geração da relevante importância histórica e cultural desta pequena enseada chamada prainha da arataca. Que transformou-se em um dos raros endereços, valorizados mesmo estando “embaixo da ponte”: Píer 54."
por Rosane Saraiva Pizzanelli, fundadora do Píer 54.





